_o que aprendi com 2025
- Patrícia Sobrinho
- 16 de jan.
- 3 min de leitura
Sempre agradeço por todas as experiências, mesmo as mais desafiadoras, que nos ensinam. Sou muito grata por todos os aprendizados que 2025 me trouxe e senti que tive aprendizados diferentes dos anos anteriores com relação ao yoga para crianças e adolescentes.

Foram ensinamentos intensos que por muitas vezes me levaram a derrubar muitas lágrimas.
O aprendizado chegou forte pelos jovens, meus adolescentes, que tanto amo. E não foi um desafio de como adaptar a aula, como explicar os Yamas e Niyamas, como adaptar uma postura ou como convencê-los de que permanência é yoga. Não! Foi um desafio onde treinei ainda mais a escuta respeitosa, o acolhimento sincero e entreguei amor em cada abraço. Isso parece até fácil escrevendo assim, mas acreditem, não foi tão fácil. Invisivelmente, eles estavam gritando e desesperados por colo.
Existiu uma demanda emocional muito grande e a necessidade de aterrar, de trazer para o momento presente e de oferecer a preciosidade da respiração como âncora, como a grande salvadora quando eu não estava ali.
Eu agradeço sem cansar. Agradeço aos Deuses por terem nos dado o yoga, agradeço por eu escutar meu dharma e ensinar para essas crianças o que mais amo.
Mas, voltando aos desafios e aprendizados, o que me fez refletir ainda mais foi que as aflições da nossa mente, “os kleshas”, atacam com facilidade e que a grande dádiva é se convidar para treinar.
Os adolescentes têm medos diversos e, para eles, no momento em que estão envolvidos no medo, aquilo é a coisa mais intensa e profunda de todas. Acho que isso é comum para a gente também. A diferença é que, na idade deles, nós adultos temos a tendência a querer minimizar o que eles sentem.
Eu acolhi lágrimas, medos, angústias, dores físicas e emocionais. Eu dei colo, eu dei abraços, eu dei escuta, eu dei palavras sem julgamentos, eu dei tempo de qualidade, eu dei presença, eu dei o que chamamos também de yoga na sua essência, a união do pensar, sentir e agir no aqui e agora.
E eu recebi a bênção de aprender com cada adolescente que confiou em mim, com cada compartilhar e com cada colo. Mesmo eu sendo pequena e eles maiores que eu, meu colo sempre vai estar cheio de amor. E tudo isso foi possível porque estava ancorada no meu planejamento, que me permitiu ter flexibilidade em vários momentos.
E com isso eu tenho refletido muito na pergunta que gosto de fazer: “por que ou para que praticamos yoga?” E a resposta, vinda dos textos antigos, é que se pratica para amenizar o sofrimento, esse que vem dos kleshas. E todos partem do primeiro: ignorância, depois vem o ego, o apego, a aversão e o medo da morte.
E se equilibram esses grandes perturbadores praticando a bênção do yoga.
E nessa reflexão penso muito sobre a vida e como posso, de fato, viver de forma mais verdadeira e presente. Não é fácil. Somos humanos e apegados demais.
E como posso aprender com os adolescentes e com a vida e viver praticando, já que sou tão apaixonada pela vida, pelas preciosidades que os minutos, os dias, a natureza e os Deuses nos dão, que fiquei refletindo na minha listinha pessoal de vida.
O básico, bem básico e tão básico, dificílimo, mas sigo sempre tentando praticar.
Ela é assim:
Amar a Deus com devoção
Viver seguindo o meu Dharma
Praticar o desapego dos frutos
Praticar yoga
Fazer atividade física
Dormir 8h
Tomar água
Meditar
Ser responsável pelas escolhas
Desejo de coração que cada uma tenha a sua listinha, seus objetivos, mandamentos, desejos ou como queiram chamar. Mas que pratiquem, porque afinal, e na essência, isso é praticar yoga.
Desejo também que o ano seja abençoado de conhecimento e que a grande luz nos guie nessa caminhada da vida!
Com amor,
Patrícia Sobrinho
_verão, 2026.


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